Podcast destaca desafios da advocacia em Ambiente Militar - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

Podcast destaca desafios da advocacia em Ambiente Militar

A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), por meio da Subseção de São Sebastião, promoveu mais uma edição do podcast Comissões em Foco, abordando os desafios da atuação jurídica em ambiente militar. Organizado pela Comissão de Direito Militar da Subseção, o episódio reuniu especialistas para um debate profundo sobre a estrutura da Justiça Militar, suas peculiaridades e as dificuldades enfrentadas por advogados e advogadas que atuam na área.

Mediado pela advogada Luana Carvalho, secretária-geral da subseção, o episódio contou com a participação do presidente da Comissão de Direito Militar de São Sebastião, Robert Coelho, da advogada com 31 anos de atuação na área, Daniela Magalhães, e do Carlos Figueiras, especialista com longa trajetória nas Forças Armadas.

Os convidados explicaram as principais diferenças entre as justiças militares da União e dos estados, detalharam competências cíveis, penais e administrativas, e alertaram para os equívocos comuns cometidos por advogados civis que desconhecem a legislação castrense. “Direito militar não é ensinado nas faculdades. Quem quiser atuar, precisa buscar especialização e compreender as normas específicas”, destacou Carlos.

As especificidades do Direito Militar

O direito militar, como destacado pelos convidados, é uma área altamente especializada, distinta do direito civil e penal comuns. Carlos Figueiras explicou que a Justiça Militar abrange duas esferas principais: a Justiça Militar da União, que julga crimes militares envolvendo militares e civis, e a Justiça Militar Estadual, que lida com crimes militares e questões disciplinares, como sindicâncias e conselhos de disciplina. “Tratamos de assuntos na área administrativa, de PAD, sindicância, conselho de justificação, conselho de disciplina, seja na União, seja na estadual. Esses conselhos, na verdade, inclusive, começam administrativamente e vão terminar lá nos tribunais. Temos também, na parte penal, crimes das mais diversas naturezas. E, na parte previdenciária, inclusive, temos. O militar é um cidadão como outro qualquer.”

Já Daniela Magalhães complementou, destacando a amplitude do direito militar, que vai além da esfera penal. Os advogados atuam em questões administrativas (como sindicâncias e processos disciplinares), cíveis (como divórcios e pensões) e previdenciárias (como reformas e benefícios). “Quando a pessoa, ou o advogado, quiser atuar com direito militar, deve estudar, porque a gente vê, na prática, alguns civilistas e criminalistas que vêm para a esfera militar, não entendem como funciona, como é o funcionamento, e vêm com aquela visão civilista, aquela visão criminalista, para um direito altamente especializado.”

A presença de mulheres no ambiente militar, tanto como militares quanto como advogadas, também foi uma pauta do episódio. Dados apresentados por Daniela mostram que no efetivo da Polícia Militar tem 12% de mulheres militares e no efetivo do Corpo de Bombeiros, apenas 7% de mulheres militares. Nas Forças Armadas chega a 11%. No Exército, 6,7%, Marinha 12,6 e FAB 22,2% de mulheres. “Já na OAB nós somos majoritariamente mulheres. Se nós formos verificar os inscritos na Ordem, nós somos 50% da advocacia do Distrito Federal e no ambiente militar nós somos minoria.”

Assista ao episódio completo no canal oficial da OAB/DF no YouTube.

Jornalismo OAB/DF

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