
Na noite desta segunda-feira (13/05), a Subseção do Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Park Way promoveu a palestra “Uso da IA na Advocacia: Como Usar na Prática e se Destacar no Mercado”. O evento reuniu advogados e advogadas interessados em compreender como a inteligência artificial pode ser aplicada na rotina jurídica, sem abrir mão da ética, da responsabilidade e da qualidade técnica.
O presidente da Subseção, Lucas Rangel, destacou a relevância do tema para o fortalecimento da advocacia local. “A inteligência artificial já é uma realidade no cotidiano jurídico, e manter-se capacitado é fundamental para não ficarmos para trás. Trazer um tema tão atual e estratégico para a nossa Subseção é uma forma de valorizar a advocacia local, promovendo conhecimento, atualização profissional e oportunidades para que nossos colegas se destaquem cada vez mais no mercado.”
A iniciativa foi organizada pela Comissão de Direito Digital da Subseção, presidida por Ane Caroline Castro. Para ela, discutir o tema é essencial para promover a atualização da advocacia local, considerando os diferentes perfis e níveis de experiência dos profissionais que atuam na região.
“A subseção do Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Park Way conta com os mais variados perfis de advogados, bem como idade e tempo de experiência. Trazer esse tema para a subseção garante uma atualização tecnológica da advocacia local e o uso ético e responsável das inovações digitais disponíveis”, destacou Ane.
Segundo ela, a presença crescente da inteligência artificial na advocacia representa uma nova realidade que precisa ser encarada com responsabilidade. “É uma realidade que veio para facilitar o dia a dia, mas que deve ser abordada e usada de forma responsável e consciente”, alertou.
A palestra foi conduzida por Melissa Vanini, diretora de Tecnologia e Inteligência Artificial da OAB Jovem, que apresentou um panorama prático sobre o uso das principais ferramentas disponíveis no mercado.
“Apresento de forma prática como a inteligência artificial pode ser aplicada na advocacia, com foco no uso de ferramentas como ChatGPT, NotebookLM, Claude, Gemini e Manus. Mostro como elas podem apoiar na produção de peças, pesquisa de jurisprudência, organização, estratégias jurídicas, sempre com responsabilidade, revisão humana e atenção à privacidade.”
Para Melissa, a proposta é que o público saia com interesse real em aplicar a IA em sua rotina e compreenda que ela não é nenhum obstáculo intransponível, é possível começar e ver como essa tecnologia pode ser uma grande aliada na prática profissional.
Ela ressaltou que o maior desafio atual é superar a resistência e o receio em relação ao uso da IA. “Ainda há muita resistência, mas com orientação adequada é possível utilizar essas ferramentas com segurança e eficiência.”
Melissa também alertou para os riscos do uso inadequado dessas tecnologias por empresas que automatizam serviços jurídicos sem respaldo. “Precisamos lembrar que o advogado é garantidor de direitos, não um mero operador de sistemas.”
Para além das ferramentas, a diretora defendeu que o verdadeiro diferencial competitivo está na forma como o profissional utiliza a IA. “O objetivo não é transformar o advogado em um carimbador de decisões prontas, mas sim em um estrategista que saiba utilizar as ferramentas com inteligência, ética e propósito. Dominar o uso da IA é essencial para manter a relevância no mercado.”
A expectativa das organizadoras é que os advogados da região passem a incorporar gradativamente as ferramentas de inteligência artificial em sua prática profissional, com consciência dos seus limites e potenciais.
“O desafio é entender e conhecer as IAs disponíveis e a forma adequada de usá-las. A expectativa é de um cotidiano mais eficiente e descomplicado”, concluiu Ane Caroline.
Jornalismo OAB/DF
