Na manhã e na tarde desta terça-feira (24/06), a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) celebrou mais duas solenidades de entrega de carteiras. Houve o ingresso de 96 novos advogados e advogadas, que agora passam a integrar os quadros da advocacia do DF.

Solenidade da manhã
Gregório Magno de Moura Siqueira foi o orador da turma da manhã. Amigo do presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, recordou que a caminhada de ambos na área do Direito começou à mesma época. A diferença é que Gregório prestou concurso e assumiu cargo de Técnico Judiciário no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), mesmo antes de se formar. E seguiu na carreira pública. Foi analista-chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), integrando gabinetes dos ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. E foi assessor do ministro Celso de Mello. Nessa jornada, por anos, esteve no Superior Tribunal de Justiça (STJ), assessorando os desembargadores Laurita Vaz e Teodoro Silva Santos.

Ao destacar seu currículo, o orador traçou um paralelo com o presidente da OAB/DF que abraçou, desde o princípio da sua jornada a advocacia, tornando-se presidente da Casa, sendo uma pessoa muito jovem. “A despeito do imenso orgulho” que tinha de sua bem-sucedida carreira na área pública, Gregório, concluiu que gostaria de atuar na advocacia. “Lembro da alegria do Poli”, destacou ao contar que falou ao amigo dessa mudança em sua trajetória. Esse “breve relato” da história profissional dele teve o propósito de “enaltecer” a caminhada de cada advogado e advogada presente na cerimônia.
“Orgulhem-se e exaltem a nobilíssima carreira que escolheram, destacou o orador. Ele citou Carlos Maximiliano, jurista que foi deputado federal, ministro da Justiça, procurador-geral da República e ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele nos ensinou que: “Não há nas leis palavras inúteis”. E prosseguiu citando o artigo 133 da Constituição Federal do Brasil, que estabelece que o advogado é “indispensável” à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, dentro dos limites da lei.
Gregório lembrou dos desafios percorridos, observando que todos ali enfrentaram percalços em seus caminhos para chegar à conquista da carteira de advogado ou advogada. Acentuou a importância dos compromissos éticos. Também de enfrentar as injustiças e de serem atentos o tempo todo aos seus compromissos. “É o advogado quem aconselha, quem acalma, quem esclarece”, afirmou. Evitar litígios, preservar relacionamentos em busca de harmonia social também é missão da advocacia. “Nesse papel, a sociedade deposita em nós a sua confiança”. Em sua conclusão falou que “o exercício da advocacia deve ser livre e independente”. E que é isso o que faz os profissionais da advocacia serem “essenciais à própria democracia”.
Palavras do paraninfo
O paraninfo da turma também foi um profissional da advocacia de extraordinária jornada, alcançando o posto de desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), no ano passado. Flávio Jaime de Morais Jardim, amigo do orador da turma e colega do presidente Poli de faculdade, assim como do ex-presidente da OAB/DF, Délio Lins e Silva Jr., e da diretora-tesoureira da Casa, Raquel Cândido, fez um discurso inspirador sobre o que a jornada da advocacia pode trazer a quem se dedica a ela. Além de amizades sinceras, como as que citou, contribuições inestimáveis à vida das pessoas estava no cerne de suas palavras. Ele se posicionou, antes de tudo, como “um advogado”. Alçou esse espaço pelo quinto constitucional da advocacia. “não deixei de ser advogado!”, ressalvou.

“A lógica constitucional, a própria inteligência constitucional demanda que alguns de nós estejam lá — ocupando cargo no Judiciário pelo quinto constitucional”, detalhou. Para ele, tem sentido esse lugar, especialmente porque a sensibilidade do exercício da advocacia, a importância da profissão não se trata de retórica. “Há uma cultura jurídica”, considerou. Ele falou que, por trás de cada processo, “há uma pessoa aguardando…” Assim, um desembargador oriundo da advocacia tem capacidade de colocar-se na perspectiva de quem conhece a vivência de quem espera por Justiça. “A gente tem essa sensibilidade”. Ele encerrou suas palavras reiterando a essencialidade da profissão. “Se esforcem!”, aconselhou. E falou da relevância da Ordem como apoio a todos os colegas e a troca de informações, o estudo contínuo.
Poli comentou que “essa é a OAB que recebe com carinho e energia a todos os advogados e advogadas”. Destacou o orador e o paraninfo como referências profissionais.
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Jornalismo OAB/DF
