
A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), por meio de suas atuantes Comissão e Diretoria de Igualdade Racial, também pela Diretoria da Mulher e pela Presidência, tem a honra de anunciar o lançamento da cartilha “25 de Julho: Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha”.
Esta publicação não é apenas um documento informativo, mas um manifesto que transcende calendários para se firmar como um clamor sobre a “existência, resistência e protagonismo” das mulheres negras em todo o continente americano.
Propósitos
A presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/DF, Tuanne Costa, disse que “é essencial honrar as mulheres que abriram caminhos e enfrentaram barreiras para que as mulheres negras de hoje possam ocupar espaços antes negados”.
“O objetivo deste trabalho é dar visibilidade às suas histórias de vida, recuperar narrativas que foram apagadas da memória coletiva e destacar a contribuição decisiva dessas mulheres para o desenvolvimento social, cultural e político de nossas nações”, explicou a presidente da Comissão de Igualdade Racial.
Para o diretor de Igualdade Racial, Nauê Bernardo, a cartilha “reforça o compromisso institucional da OAB/DF com a promoção da igualdade racial e de gênero, apresentando referências que inspiram, denunciam e provocam reflexões urgentes, essenciais para a formação de uma sociedade mais justa, inclusiva e plural”.
A diretora da Mulher da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, fala sobre os legados de cada mulher apresentada na cartilha: “Que suas histórias inspirem a todas nós a lutar por um mundo mais justo, onde a representatividade seja a norma e a invisibilização, apenas uma lembrança do passado. Que a força de nossa ancestralidade e a riquezas de nossas interseccionalidades nos guiem rumo a futuro de plena sabedoria e conquistas.”
O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, cumprimenta a organização da cartilha pelos coletivos da Seccional que lideram na Casa os debates e apontam caminhos para que a igualdade racial não seja “uma expressão vazia”; e lembra que “a OAB/DF há anos tem se engajado para que a advocacia combata o racismo estrutural assim como deve acontecer na sociedade”.
Contribuições históricas
A cartilha destaca as inestimáveis contribuições históricas de 25 mulheres negras que sempre estiveram na linha de frente da resistência, mesmo diante de processos de invisibilização.
Elas lideraram quilombos, preservaram tradições culturais e ancestrais, atuaram como guardiãs do conhecimento, revolucionaram a literatura e o pensamento crítico, e ocuparam espaços políticos, abrindo caminhos para futuras gerações.
Assim, a publicação faz um convite à reflexão ao apresentar a trajetória delas. Na lista, temos desde personalidades históricas até contemporâneas, cujas vidas e legados moldaram e continuam moldando a sociedade.
ACESSE A CARTILHA AQUI E CONFIRA QUEM SÃO AS HOMENAGEADAS
Desafios
A cartilha também ressalta que as mulheres negras ainda enfrentam desafios contemporâneos como violência doméstica e feminicídio, desigualdade salarial, racismo obstétrico, sub-representação em cargos de liderança, estereotipação midiática e acesso limitado à educação superior e ao mercado de trabalho qualificado.
Para celebrar e honrar esta data, o documento sugere ações na área da educação, tais como: incluir histórias de mulheres negras no currículo escolar e promover debates sobre interseccionalidade e feminismo negro, também organizar exposições e mostras culturais.
No trabalho, mais sugestões: implementar políticas de diversidade e inclusão; criar programas de mentoria para mulheres negras; garantir representatividade em cargos de liderança.
Para a comunidade: apoiar empreendimentos de mulheres negras; participar de eventos e organizações do movimento negro; amplificar vozes e narrativas de mulheres negras nas redes sociais.
A OAB/DF, com a contribuição dessa cartilha, reafirma o seu compromisso na defesa da Constituição Federal, da ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e da justiça social.
Jornalismo OAB/DF
