
A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) realizou, neste domingo (13/07), em sua sede, a aplicação da prova de seleção para a composição da segunda turma do ano do programa Residência Jurídica. A iniciativa, que integra o projeto “Carreiras” lançado em 2019, visa a capacitação e qualificação, principalmente, de advogados iniciantes. Para esta etapa, foram deferidas 233 inscrições.
O programa Residência Jurídica configura-se como uma pós-graduação que integra teoria e prática, concebida para preparar advogados e advogadas para os desafios reais da profissão, oferecendo uma formação diferenciada e vivência qualificada. Com uma carga horária total de 360 horas, o programa é dividido em duas fases: 140 horas teóricas e 220 horas práticas, com imersão em escritórios mentores.

Boas-vindas
Roberta Queiroz, vice-presidente da OAB/DF e gestora do programa, fez questão de passar de sala em sala para agradecer aos inscritos e desejar boa sorte na prova. Em suas palavras, o programa é feito com muito carinho e muita dedicação: “Revoluciona a vida de quem participa! Já estamos para finalizar a primeira turma deste ano, com 116 pessoas concluindo o curso e com vários talentos já contratados por escritórios. Quero agradecer a cada um de vocês, por acreditarem no programa! Tenham a certeza de que estamos com ótimas parcerias e há muitas possibilidades de crescimento. Desejo uma boa prova!”
Roberta, que também foi responsável pela elaboração das provas de Direito Civil, aproveitou para agradecer o time de mulheres professoras que colaborou ativamente para a realização da seleção, cedendo questões. Entre elas, destacam-se: Raquel Bueno (Processo Civil), Patrícia Dreyer (ECA e Código de Defesa do Consumidor), Michelle Tonon (Direito Penal), Lorena Ocampos (Processo Penal), Maria Christina Barreiros (Ética, Estatuto e Regulamento) e Aryanna Linhares (Direito do Trabalho e Processo do Trabalho).
Inscritos

Entre os 233 inscritos, ouvimos jovens profissionais que buscam aprimoramento. Gabriel Trindade, de 26 anos, que obteve sua carteira de advogado há um ano, atua nas áreas previdenciária, cível, de família e sucessões, com planos de, futuramente, se dedicar ao Direito Tributário.
Sobre o programa, Trindade afirmou: “A Residência Jurídica foi uma indicação de uma amiga de profissão, que teve o intuito de me estimular a melhorar o meu desempenho no ramo da advocacia. No início, advogar não era o meu objetivo principal. E agora, depois de um ano na área, percebo que estou gostando e quero aprender mais. Vejo que necessito de prática jurídica, pois será de suma importância para eu me desenvolver na profissão”.

Outra candidata, Maria Rita Alves Lopes, também com 26 anos, obteve sua carteira em 24 de outubro do ano passado. Ela revelou: “Anteriormente, não havia estagiado em escritório de advocacia. E comecei a exercer a profissão logo que peguei a carteira. Foi muito desafiador! Não tinha conhecimento sobre PJe e fui aprendendo na prática. No momento, estou atuando nas áreas cível, trabalhista, e tenho alguns casos na esfera criminal. Soube do programa Residência Jurídica pelo site da OAB/DF e também por divulgações de diretores da Subseção de Planaltina, onde moro”.
Maria Rita destacou a relevância desta oportunidade: “É muito especial para quem não tem experiência em escritórios, como eu, e penso que é significativo colocar o que sabemos em prática e aprender com os mais experientes. Poderá surgir a parceria, o crescimento pessoal e profissional, considero super válidas essas possibilidades”.
Jornalismo OAB/DF
