
No último sábado (11), a Comissão de Direito da Pessoa com Autismo da Subseção de Águas Claras da OAB/DF promoveu o primeiro Parque Atípico, um evento inédito realizado no Parque Ecológico de Águas Claras, das 9h às 12h. A iniciativa celebrou o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril) e reuniu cerca de 250 pessoas, incluindo famílias típicas e atípicas, em atividades sensoriais, educativas e recreativas voltadas à inclusão e conscientização.

Aberto ao público, o evento marcou a união de instituições e sociedade em prol da causa autista. Contou com a presença da diretoria da Subseção Águas Claras, liderada pelo presidente Leonardo Lopes; do presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Seccional, Gerson Wilder de Sousa Melo; além de membros de diversas comissões temáticas locais e de outras Subseções, como Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das Emas. A programação foi estruturada em estações temáticas, permitindo experiências sensoriais, motoras e cognitivas que ajudaram o público a compreender os desafios enfrentados por pessoas autistas e suas famílias.
Atividades e destaques

O dia começou com um café da manhã oferecido por parceiros, criando um ambiente acolhedor. Entre as atrações, destacaram-se:
- Experiências sensoriais e circuito psicomotor;
- Oficina gastronômica;
- Orientação sobre direitos da pessoa com autismo;
- Atividades educativas com o DETRAN-DF;
- Participação da escritora Aline Campos, autora do livro Autismo: com um novo olhar é possível amar;
- Apresentação de karatê pelo projeto social Uruma-kan Karatê Solidário.
Os participantes elogiaram a iniciativa, com _feedbacks_ positivos pedindo a realização de novas edições. O evento reforçou o compromisso da OAB/DF com a inclusão social e o diálogo entre instituições, profissionais e comunidade.
Vozes do evento

Leonardo Lopes, presidente da Subseção Águas Claras da OAB/DF: “A OAB Águas Claras quer agradecer a participação de toda a advocacia, de toda a sociedade civil, porque essa primeira edição do Parque Atípico foi um sucesso. Já estamos na esperança e na expectativa da segunda edição”.


Giuliane Dias, presidente da Comissão de Direito da Pessoa com Autismo da OAB Águas Claras: “Como presidente da Comissão, vejo que o evento representa um passo importante para a construção de uma sociedade mais inclusiva. Nosso objetivo foi proporcionar, não apenas um evento, mas uma experiência: ver famílias típicas e atípicas convivendo e aprendendo, se conectando. Isso mostra que a inclusão precisa acontecer nos espaços públicos, de forma acessível e acolhedora. O Parque Atípico nasce com esse propósito. E já demonstrou a importância de expandirmos essa iniciativa para outras regiões. A ação reafirma o compromisso da OAB com a promoção dos direitos da pessoa autista, fortalecendo a inclusão social, o diálogo entre as instituições, profissionais e sociedade”.

Caroline Oliveira, vice-presidente da Comissão: “O nosso primeiro evento social foi pensado para promover a inclusão na prática, e desde o início queríamos mostrar à sociedade que é possível típicos e atípicos brincarem juntos. A inclusão é isto: pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, brincando e confraternizando juntos. Há atividades para todos. Na nossa primeira edição do Parque Atípico percebemos que possibilitamos essa interação entre típicos e atípicos, foi uma manhã prazerosa, em que todas as famílias se sentiram bem acolhidas, principalmente as mães, que puderam participar de uma sessão para cuidar bem melhor de sua saúde mental.”

Raquel Rodrigues, secretária-geral da Comissão: “Eu achei fantástico, pude ver a inclusão na prática e de verdade. Pude ver minha filha se divertir, e também os filhos das outras famílias se divertirem, sem limitações, sem preconceitos e sem olhares tortos, que às vezes a gente enfrenta. Acredito que o evento Parque Atípico correspondeu a todas as expectativas que esperávamos. Fazer a integração entre comunidade e conhecimento do Direito do Autista. Fazer a ligação entre famílias que precisam de tratamentos e clínicas que fornecem esses tratamentos. Além de diversão, conhecimento e inclusão, informação de uma maneira específica para cada uma dessas classes tanto profissionais quanto famílias atípicas e típicas que precisam ter conhecimento do direito da pessoa com autismo, tanto quanto para a nossa classe, a advocacia, que possa ter mais conhecimento e abrangência desse direito. Que possamos repetir no ano que vem, como temos recebido feedbacks”.

Sharlene Lima, mãe atípica, veio de Sobradinho para a atividade: “Muito mais do que um evento – uma experiência! Amei me deslocar do outro lado do mundo, para ver a Águas Claras, no Parque Atípico. Pensa em um pessoal organizado, muito acolhedor e amoroso… Participei de dinâmicas terapêuticas, e vou voltar para a segunda edição. Eventos como esse têm que se repetir mais vezes.”

Ruth Lemos, mãe atípica de cinco filhos, dois autistas: “Achei maravilhosa (a programação) os meninos aproveitaram bastante, e uma das partes que gostei mesmo é que vocês também olham para os pais. Às vezes, quando se fala de autismo, se fica muito presa a crianças, e não se percebe quem cuida do autista. E muitas mães precisam ser cuidadas, com problemas psicológicos. A gente sabe que a demanda com terapia e outras coisas sugam muito o tempo. Aqui, a primeira coisa que aconteceu foi cada um pegar uma de minhas crianças, e a gente fez uma dinâmica muito legal, proporcionando esse olhar para quem cuida. É importante saber que precisamos ter um tempo para nós. Essa iniciativa precisa ser levada em consideração”.

Telma Kelly de Menezes Xavier, mãe do João Guilherme: “Achei maravilhoso, por mais eventos como este, pois é esclarecedor e lúdico. Aprovei, espero que as pessoas venham!”


Fotos: Ronaldo Debret
Confira o álbum de fotos desta atividade aqui
Jornalismo OAB/DF
