A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) realizou, na manhã desta quarta-feira (28/01), mais uma solenidade de entrega de carteiras profissionais a novos advogados e advogadas. A cerimônia marcou o ingresso de 46 bacharéis nos quadros da Ordem.

Ao dar as boas-vindas aos novos profissionais, o presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira (Poli), afirmou que o momento representa uma mudança definitiva na vida dos compromissandos. “Hoje é o dia de vocês. Depois de muita batalha, vocês chegam a esta Casa, que é de todos nós. A partir de agora, carregam não apenas uma carteira profissional, mas uma responsabilidade imensa com a sociedade, com a justiça e com a democracia.”

Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, os compromissandos prestaram o juramento previsto no Estatuto da Advocacia e da OAB, comprometendo-se a defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social e o aperfeiçoamento das instituições jurídicas.
Voz da turma
Na ocasião, a oradora da turma, Cristiane Melo de Oliveira, enfatizou o papel fundamental da fé, da família e dos professores ao longo da trajetória até a conquista da carteira profissional. Segundo ela, “o que nos dava força nesses momentos era, primeiramente, a fé em Deus e em nós mesmos, o apoio dos nossos familiares, os amigos nos motivando e os professores, a personificação da nossa consciência”.

Ela também ressaltou o sentimento de orgulho coletivo pela superação de obstáculos pessoais e profissionais. “Nós vencemos nossos medos, vencemos os desafios e obstáculos colocados diante de nós e, principalmente, vencemos o nosso maior concorrente: nós mesmos.”
Ao abordar o papel social da advocacia, a oradora destacou que o exercício da profissão vai além do aspecto técnico. “Nosso papel possui função social e, após o juramento, nós seremos instrumento de transformação da vida de cada cliente e da sociedade”, afirmou. Para ela, “sem advogado não há justiça, sem justiça não há Estado Democrático de Direito”.
Palavras da paraninfa
A paraninfa da turma, Amélia Maria Motta, destacou, em seu discurso, que o momento representa mais do que a conquista da carteira profissional, simbolizando o início de um compromisso permanente com a sociedade. “O dia de hoje marca o compromisso firmado pelos senhores e pelas senhoras e, sobretudo, o início de uma responsabilidade. A partir desse momento, cada um e cada uma de vocês passa a carregar não apenas uma carteira profissional, mas um compromisso profundo com a justiça, com a sociedade e com a dignidade humana. A tarefa que agora lhes cabe reservará vários sentimentos. Haverá dias de vitórias, reconhecimento e orgulho, mas também haverá dias difíceis de dúvidas, frustrações e cansaço. Nesse momento, lembrem-se de que o caminho se faz caminhando, levantando quantas vezes for preciso, reconhecendo e aprendendo com os erros e acertos.”

Amélia ressaltou ainda o papel essencial da advocacia na defesa dos direitos fundamentais e das prerrogativas profissionais. “A advocacia não se mede apenas pelos honorários, mas pelo impacto que causamos na vida das pessoas. A Constituição Federal, em seu artigo 133, reconhece que o advogado é indispensável à administração da justiça. Sejam advogados e advogadas tecnicamente preparados, eticamente inabaláveis e humanamente sensíveis. A advocacia não se exerce apenas nos autos, mas também na postura, na palavra, na serenidade e na coragem.”
A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal (CAADF), Lenda Tariana, destacou o papel social da entidade e as políticas de acolhimento oferecidas à advocacia, especialmente no início da carreira. “A Caixa de Assistência existe para apoiar o advogado e a advogada nas diferentes fases da vida, com benefícios, convênios e ações que promovem dignidade e cuidado”, afirmou. Ela também ressaltou o simbolismo de presidir a instituição como a primeira mulher no cargo e a importância da inclusão e da igualdade de gênero na OAB/DF.
O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/DF, Flávio Augusto Fonseca, destacou o caráter educativo do órgão. “O Tribunal de Ética não existe apenas para punir, mas para orientar e educar. Conhecer o Código de Ética é fundamental para o exercício responsável da advocacia”, afirmou, ao convidar os novos advogados e advogadas a se aproximarem da estrutura institucional da Ordem.
Durante a cerimônia, foi realizada a chamada nominal dos compromissandos, que receberam suas carteiras profissionais das mãos do presidente da OAB/DF e da paraninfa, em um dos momentos mais aguardados do evento.

No encerramento, Poli voltou a se dirigir aos novos profissionais, ressaltando que a advocacia é uma profissão essencial à administração da justiça. “Liberdade, patrimônio e família passam, muitas vezes, pelas mãos do advogado. Vocês serão chamados a lidar com as maiores dores das pessoas. Por isso, estudem, se atualizem e não abram mão da coragem e da dignidade profissional”, afirmou.
Veja aqui as fotos da solenidade da manhã.
Jornalismo OAB/DF
