
A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) sediou, nesta sexta-feira (4/7), três mesas de debates com o tema “Conectados e Protegidos: A Proteção de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital”. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Instituto Empoderar, a OAB/DF, o coletivo Elas Movimentam e a ANAFE Mulheres, com o patrocínio da Representação Estadual da ANAFE no Distrito Federal.

Ao final do encontro, o presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, comprometeu-se a apoiar a “Carta de Intenções dos Coletivos Femininos” representados no evento. “Vamos transformar as intenções em ações”, disse Poli às participantes.
Abertura

A mesa de abertura reuniu: a diretora da Mulher da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira; a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/DF, Sthefany Vilar; a conselheira da OAB/DF e vice-presidente do Instituto Empoderar, Nara Ayres Britto; a Procuradora da Fazenda Nacional e associada à ANAFE, Herta Rani Teles, que também representou o coletivo Elas Movimentam; e Simone Ambrosio, Coordenadora da Comissão das Mulheres da ANAFE. A condução dos trabalhos ficou a cargo de Simone Schnorr, associada da ANAFE e presidente do Instituto Empoderar.

Nildete Santana de Oliveira destacou a importância e o protagonismo das mulheres no debate. Apesar de reconhecer a alta complexidade do tema, ela observou que “não cabe esmorecer”. “Às vezes, não alcançamos a mudança, mas temos de manter a esperança”, afirmou, ressaltando que o tempo de transformações é fundamental para se alcançar um objetivo maior. A diretora incentivou a participação masculina: “Que eles venham!”, estimulou.

Sthefany Vilar abordou a “sobrecarga emocional” das mulheres. “Ao falar de crianças e de adolescentes não tem como não falar em recorte de gênero, porque estamos falando de cuidados. E isso, infelizmente, é atrelado a mulheres”, pontuou. Ela sugeriu que o evento resultasse em uma carta de recomendações, com o objetivo de gerar “estratégias tratando (do tema) nesse sentido.” Sthefany Vilar enfatizou a responsabilidade social que as empresas devem observar e a necessidade de o Estado atuar conjuntamente, por meio de ações educativas e políticas afirmativas. “É a partir daí que poderão cobrar as empresas”, completou.

Simone Ambrosio, por sua vez, sublinhou a relevância da temática e o papel das instituições na construção de soluções coletivas. “Eu espero que isso aqui seja só o início da discussão e que daqui saiam muitas outras ideias para novos debates, porque a era digital chegou, mas ela precisa ser limitada pensando na coletividade e na dignidade da pessoa humana, que é o nosso valor mais caro”, disse.

Herta Rani Teles afirmou que reunir mulheres em uma ocasião como essa configura “um importante momento de força e de potência”. Ela assinalou que “cuidar das crianças não pode ser só responsabilidade de pais, é das empresas também”, referindo-se ao mercado digital.

Nara Ayres Britto considerou o tema “esférico” e questionou: “quem cuida das crianças e quem cuida de quem está cuidando?” Para ela, é preciso compreender que existe “uma responsabilidade coletiva”.
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Jornalismo OAB/DF
